segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Mahasiah



Ícaro,de olhos tão doces que a gente se apega fácil.
Sendo eu,sol
E nosso mundo Terra,tão extenso,grão de areia colorido.
Grito em chuva :Voe alto!
Voe alto e volte sorrindo
E se lembrar,fale baixinho : eu consegui,Sol!













Sucesso,querido!

terça-feira, 3 de novembro de 2009



Uma vida.
Em três,
A mesma vida.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Sobre o meu dia-não me peça abraço



Ela desliza os dedos pela borda do copo com meio de mim.
As pessoas passam,deslizam,olham,cochicham e ela permanece parada,sem me tragar,sem me tocar,só estando ali.Foi muito tempo,tempo que nenhuma tempestade pode apagar.
Eu vou me movendo lentamente com a cabeça cheia de palavras,formas,cores...
Dedilhar uma página passada é tocar onde se acha que não dói mais.
Existem milhares de coisas rodando nesse momento e minha cabeça acompanha tudo,distante,confusa...
Soluções não são poções.
E a única palavra que sei,não escrevo.
A vida tem sido boa comigo,tem sido uma mãe amorosa,paciente...e eu,um ratinho inseguro e medroso.
Eu posso gritar pelo meu corpo,eu posso ouvir a chuva,eu posso olhar o tempo,marcando cada detalhe,com uma batida em meu peito.
E hoje,prometi que não vou chorar.
Ela sente meu cheiro no copo meio cheio de mim,meio vazio.
Eu senti falta do meu pai hoje,e acordei assustada,ou nem dormi.
Estou e só estou e nada além de aqui em mim.

domingo, 1 de novembro de 2009

Tento


A música ao fundo,flutuando,
A minha calma decorando teus detalhes
Revelando na ponta da língua os segredos do seu corpo.
Os teus arrepios brincando nos meus dedos
Os meus lábios marcando a sua pele
A tua respiração acelerada na minha nuca
A minha pele que conversa com a tua
As palavras que escapam em sussurros
E o meu sorriso sacana,ao deslizar entre as minhas intenções
E escapar dos teus instintos.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

À Lívia




Vendo o dia nascer feliz do lado errado

Não fale assim comigo



E se eu te desapontar,o que vai acontecer?
Você vai me chutar para fora da sua caixa de sapatos?
Eu não morreria por você,então,não viva por mim.
Me telefona quando você perceber que seu amor incondicional é uma condição para tentar me submeter a alguma neurose sua.
Escreva uma carta me avisando que você vai desaparecer se eu não for boazinha,se eu não deixar minhas unhas crescerem,ou não pintar meus lábios...
Escreva uma placa de mãe abandonada e use na sua coleira de boa filha,boa mulher,boa profissional.
Reze por seu sofrimento e me deixe quieta,porque não acredito em pecado...
E se o céu for tão bom assim,
Me telefone e apenas me diga esse amor imortal é apenas mais uma de suas mentiras.

E se eu estiver tão errado assim,apenas me veja partir
Porque o preço do seu amor,é o meu silêncio.
E agora que sei para onde ir,eu vou gritar sempre o mais alto que eu puder,até começar a acreditar em mim.

domingo, 18 de outubro de 2009

Risco





Há alguns mundos em mim
A maioria mudo,vulcão adormecido
Ando sensível,dormindo cedo,falando baixo.
Ando deslizando pelo caminho,chutando a pedra e machucando os dedos
Recitando falas erradas,tentando o contrário.
Ando encarando fantasmas pequenos,ensaiando silêncio,tentando não fazer nada.

E você desmancha a cena em um abraço.

Porque o medo é só o passo preguiçoso.