Euforia clandestina
segunda-feira, 19 de março de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Vermelho
Eu acho que de todas as manifestações, a tristeza é a mais simpática. E pode sim sorrir aos montes e colorir por fora.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Todos nós temos uma razão
Histórias tristes tem finais felizes, é assim que eu desejo que seja.
Todas essas machas de saudade, todas as mãos saturadas de medo... eu me despeço agora.
Tudo o que prende, tudo que enoja e todos os dias complicados na minha cabeça... eu me despeço agora.
Tudo e por todos, eu poderia morrer agora.
Eu poderia morrer abraçada com você, e seria tudo válido, tudo lindo.
Toda a nossa história e as marcas na calçada, todas as caixas e os sentimentos bons...
Toda saudade, por todos os sorrisos que virão...
Dos meus dias atordoada, eu me despeço agora.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
E vem com as pessoas a solidão
Entender meu lugar no mundo é bem mais difícil do que entender quem eu sou, ou do que eu sou. É difícil não pertencer, não estar, não ter para onde ir. Não me sentir de lugar algum. Mas acho que difícil mesmo seria estar fixa, presa em algum lugar, em algumas pessoas. É geralmente, no final do ano, que eu me encolho e sinto mais forte tudo o que eu ignoro. E vem com as pessoas a solidão.
domingo, 27 de novembro de 2011
Eu por mim
A visão que eu tenho de mim é de uma pessoa triste, alguém que nunca viveu. Alguém que carrega em si constelações inexploradas, cheiros, toques e fotografias, que nunca senti, nunca toquei, nunca apareci. Tenho de mim o vazio. O incrível. E o medo de quem já se machucou demais, como a criança que entende o sentido de quente e frio pelas mãos, pelo toque, pelo arrependimento e pelo triunfo da ousadia. Só que no meu caso eu nunca queimei nada além de expectativas. Sei de mim o romance, suas sequelas e suas consequências: Coração remendado, cansaço, apatia e esperança. Sei muito do amor também, é ali que me inspiro, naquela sabedoria silenciosa que tece e sopra todas as minhas reações. Sei do amor que liberta, do amor que protege e do amor que projeta (quero me ver livre deste). Sei do carinho com as palavras, da delicadeza de um gesto, dos ecos da indiferença. Sei da dor por baixo do deboche. Sei muitas coisas, afinal. Sei delas como se navega em histórias. Sei da liberdade que é frágil, que as vezes esconde, escapa e tem seus segredos. Na verdade, para mim a liberdade é um barco de papel no qual navego com todo o cuidado. Um mal vento, um pensamento pesado ou um simples suspiro e eu sou lançada de volta ao meu oceano, à minha aquarela, às palavras comuns.
Eu penso como o poeta ‘morrer de amor não dói’. Mas a dor de um amor não vivido é pior que a morte em si e todo o seu desapego. É pior do que dor de cizo, e disto eu entendo. É não existir. Eu sinto o peso de todas as minhas células quando penso nisso. Eu amo muito. E utilizo de todas as vertentes e charmes do amor. Eu mostro a minha tristeza, a minha esperança e a minha força através dele. E sim, eu machuco demais. E quando a gente machuca quem a gente ama, nós nos ferimos 3 vezes mais. Pois morre ali você, a pessoa e o próprio amor.
Amor por Ella
Amor dói. E dói porque te despe. Te obriga a se livrar do seu ego, da sua roupa, da sua casca. Amor dói. E só vale por inteiro. Amor suporta tudo,distância, medo,ansiedade...
E para amar é necessário alma.
Porque o coração machuca, e só a alma perdoa.
E o pedrão é a imagem perfeita do amor.
Então, vamos para a última guerra?
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Perdão
Tem coisas que fazemos para gerar dor, para que o outro saiba como a gente se sente.E o problema é justamente esse, a gente sente e faz e sente.
E no fundo, eu só queria que você dissesse: Eu quero que você se foda!
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